“Que vinho tem o gosto do fogo”

 

 

Que vinho tem o gosto do fogo
para brindar ao teu corpo?

 

GONÇALO SALVADO, in CORPO TODO, fotografias de José Miguel Jacinto, prefácio de Alexandre Franco de Sá, texto da contracapa de Maria do Sameiro Barroso, Fafe, Labirinto, 2010.

Inserido em   RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO 77 Poemas para ler e degustar, poesia de Gonçalo Salvado, desenhos de José Rodrigues, prefácio de Maria João Fernandes, Lisboa, Quinta dos Termos/A 23 Edições/ Fundação José Rodrigues, 2017.

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RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO 77 Poemas para ler e degustar Poesia de Gonçalo Salvado com desenhos inéditos do escultor José Rodrigues

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RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO

77 Poemas para ler e degustar

Poesia de Gonçalo Salvado com desenhos inéditos do escultor José Rodrigues

Quinta dos Termos/A 23 Edições/Fundação José Rodrigues, 2017

 

RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO, livro de poesia de Gonçalo Salvado, editado pela Quinta dos Termos e A23 Edições, inspira-se no título homónimo atribuído ao poeta persa Omar Khayyam (1048 – 1131) e inclui desenhos inéditos do escultor José Rodrigues (uma colaboração da Fundação José Rodrigues – Porto).

Trata-se do primeiro livro/garrafa editado em Portugal e pretende inaugurar um novo conceito de difusão da poesia. É, além disso, a primeira antologia poética do autor.

O livro/garrafa conta com um prefácio da crítica de arte e poeta Maria João Fernandes e é enriquecido ainda com grafismos do pintor Ambrósio Ferreira que o ilustram. Para a obra estão previstas duas edições. A primeira, limitada, consiste num livro associado a uma garrafa de vinho produzida para o efeito pela  Quinta dos Termos , (vinho especial “reserva do patrão”, assinado por João Carvalho).   Na segunda, marcarão presença com prefácios, entre outros, o crítico de poesia e poeta Fernando Guimarães, o poeta e arabista Adalberto Alves e o metereologista e escritor Manuel Costa Alves. O livro será integralmente traduzido para persa.

 

Do prefácio de Maria João Fernandes salientamos:

“Este livro testemunha o encontro de dois grandes líricos, Gonçalo Salvado, poeta exclusivo do erótico e do feminino, Prémio literário da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro em 2013 com doze livros publicados, e o escultor José Rodrigues, um dos introdutores da modernidade em Portugal, que achou no corpo da mulher o seu motivo de eleição.

À poesia musicalmente depurada de Gonçalo Salvado, lapidar quase, na cintilação dos seus versos e no fulgor das suas metáforas que brilham como pequenos sóis com o rosto da amada sempre ao centro, responde a mágica síntese das linhas nos desenhos de Mestre José Rodrigues. Arabescos igualmente musicais, onde vemos irradiar a mesma cintilação dos poemas, fase negra de uma alquimia que realiza sobre o branco do papel a sua combustão e a plenitude de uma transfiguração.

É nas duas valências do símbolo, natural e sobrenatural, humana e transcendente, cósmica e divina que o vinho se torna na poesia de Gonçalo Salvado uma metáfora por excelência do feminino que o poeta em toda a sua poesia canta em ambos os registos, dupla face de um único esplendor. Divino e humano esplendor que se desdobra de verso para verso na poesia e de imagem para imagem nos desenhos que acompanham esta soberba edição, onde o delicioso néctar está presente, e essa é a sua maior originalidade, não só como metáfora, mas na realidade do seu vermelho líquido, capaz de provocar não apenas a embriaguez dos sentidos, mas essa outra, mais nobre, de que é imagem, a embriaguez da alma dedicada a sondar e a possuir através dos mistérios do amor, os mistérios do Espírito.”

Lembremos que a temática Amor/Vinho, é uma constante na obra de Gonçalo Salvado em livros como Embriaguez (Castelo Branco, Editora Sirgo, 2001) e Entre a Vinha (Lisboa, Portugália Editora, 2010).

Acerca da sua poesia pronunciou-se o escritor Mário Claudio: “Será necessário lembrar-lhe que se inserem os seus poemas numa das mais brilhantes tradições líricas, a que regista como antepassados o Cântico dos Cânticos e o Rubáiyát, de Omar Khayyam?”

Também José Rodrigues dedicou ao tema do vinho, que lhe era caro, vários trabalhos escultóricos e inúmeros desenhos.

BIOGRAFIA DE GONÇALO SALVADO

9 Gonçalo Salvado

Gonçalo Salvado é um poeta português cuja poesia se centra exclusivamente no erótico e na exaltação do amor sensual. Publicou treze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Em 2013, foi-lhe atribuído pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen pelo conjunto da sua obra poética.

Gonçalo Maria Neto dos Santos Forte Salvado nasceu a 19 de Maio de 1967 em Lisboa, onde reside, tendo passado toda a sua infância e juventude em Castelo Branco. Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, tem vindo a afirmar-se como um poeta exclusivo do erótico e do feminino.

Publicou treze livros de poesia: Quando (1996); Embriaguez (2001); Iridescências (2002); Encontro ao Luar  (2003), álbum de serigrafias do gravador e pintor francês Xavier que integra poemas de Iridescências; Cântico dos Cânticos – Poema (2007); Duplo Esplendor (2008), livro destacado pelo jornal Diário de Notícias como um dos quatro melhores livros de poesia de 2008; Entre a Vinha (2010), a última obra de poesia editada pela histórica Portugália Editora antes da sua extinção; Corpo Todo (2010); Ardentia (2011); Seminal (2012); Outra Nudez (2014); Voluptuário (2015); Cântico dos Cânticos (2016), livro em edição bilingue português/hebraico, cujo lançamento foi acompanhado duma exposição bibliográfica sobre o Cântico dos Cânticos, a primeira realizada em Portugal e no Brasil; Rubá’iyat Poemas do Amor e do Vinho (2017), o primeiro livro/garrafa editado em Portugal.

Os seus livros têm sido ilustrados por artistas como Manuel Cargaleiro, João Cutileiro, José Rodrigues, Ribeiro Farinha, Rico Sequeira, Ambrósio Ferreira, Xavier e José Miguel Jacinto.

Como antologiador,  publicou, em 1999, a transcriação Camões Amor Somente. O livro é uma tentativa de construção de um Cântico dos Cânticos e de uma Arte de Amar em língua portuguesa a partir de fragmentos da lírica, da épica e da dramaturgia camonianas. A sua apresentação, realizada na Embaixada de Espanha, em Lisboa, contou com palavras entusiásticas do então Embaixador D. José Rodríguez-Spiteri Palazuelo.

É co-autor com Maria João Fernandes de várias antologias: Cerejas – Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos (2004), prefaciada por Eduardo Lourenço, com posfácio de António Ramos Rosa, ilustrada com desenhos inéditos de inúmeros artistas portugueses entre os quais José Guimarães, Siza Vieira e Julio Pomar, e apresentada em Lisboa por Agustina Bessa-Luís; Tarde Azul Poemas de Amor de Saúl Dias, Desenhos de Julio (2008), a primeira antologia de poesia amorosa de Saúl Dias, ilustrada com desenhos de Julio publicada em Portugal; Cem Poemas (de Morrer) de Amor e Uma Cantiga Partindo-se – Antologia de Homenagem a João Roiz de Castelo Branco na Poesia de Língua Portuguesa (2017), com desenhos de Francisco Simões e prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, cuja publicação foi acompanhada de uma edição especial contendo uma serigrafia de Francisco Simões efectuada por Paulo Lourenço a partir de um dos desenhos incluídos no livro; A Chama Eterna – O Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa (inédito), com capa de Júlio Resende, abertura de Agustina Bessa-Luís e ilustrada com pinturas, desenhos e esculturas de vários artistas portugueses  ; “O Beijo na Poesia de Amor Portuguesa do Período Arte Nova”, incluído na obra de Maria João Fernandes Em Busca do Amor Perdido Cartas de Amor de Desconhecidos no Bilhete Postal do Fim do Século XIX aos anos 20 (inédito);  O Anjo na Poesia Amorosa de Língua Portuguesa – Homenagem a João da Cruz e a Teresa de Ávila (inédito) e Os Amantes de Pompeia na Poesia Amorosa Universal (inédito).

Em 2013, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribuiu-lhe, pelo conjunto da sua obra poética, o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen.

A sua vertente plástica, expressa através do desenho que sempre praticou, foi valorizada por Cruzeiro Seixas que, em 1988, incluiu desenhos seus na exposição “A Galeria D’Arte de Vilamoura e a Colecção de Cruzeiro Seixas”.

Em 2004, realizou, na Galeria S. Mamede, em Lisboa , a sua primeira exposição de pintura e desenho intitulada “A Invenção do Paraíso”, integrada no contexto das comemorações do primeiro centenário do nascimento do pintor poeta Julio/Saúl Dias. O catálogo, prefaciado por Maria João Fernandes, inclui pareceres críticos de António Ramos Rosa e Albano Martins. A exposição foi inaugurada pelo Ministro da Cultura de então, Dr. Pedro Roseta.

Em 2004, realizou, na Livraria Caixotim no Porto, a sua segunda exposição, “Desenhos do Poeta Gonçalo Salvado”, com organização de Paulo Samuel.

A sua primeira serigrafia, “Claridade”, foi editada em 2006 pelo Centro Português de Serigrafia e lançada na Casa Fernando Pessoa.

Em 2013, participou na exposição colectiva “Artistes Poètes, Poètes Artistes – Poésie et Arts Visuels au XXe siècle au Portugal”, comissariada por Maria João Fernandes e realizada na Delegação de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian. Esta foi a primeira exposição levada a efeito sobre esta temática, e que trouxe a Paris uma vertente ainda desconhecida de um aspecto relevante da cultura portuguesa.

Em 2017, para acompanhar o lançamento do seu livro Cântico dos Cânticos, edição bilingue português/hebraico,  concebeu a exposição “Beija-me com os beijos da tua boca – Cântico dos Cânticos – Exposição Bibliográfica, Coleção Gonçalo Salvado” levada a efeito na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, e com organização da Câmara Municipal daquela cidade. Tratou-se da primeira exposição bibliográfica sobre o Cântico dos Cânticos realizada em Portugal e no Brasil, abrangendo não apenas traduções do poema bíblico, como obras nele inspiradas, repartidas por áreas temáticas diversificadas, como a poesia, o teatro e o ensaio, de autores de língua portuguesa. A exposição contou ainda com algumas peças que materializaram através da pintura, escultura e azulejaria alguns versículos deste poema matricial, principal influência da poesia do autor.

Em 1982, com 14 anos, publicou o seu primeiro livro, O Esvoaçar de Sonhos Perdidos, com poemas influenciados por L’amour Fou e Nadja de André Breton e pela escrita onírica e automática dos surrealistas, ilustrados com desenhos de sua autoria. O livro foi renegado anos depois e a edição praticamente destruída pelo autor. Publicou ainda no mesmo ano o poema Onírica, desdobrável com colagem de Rui Tomás Monteiro.

A partir de 1983, e durante toda a sua adolescência, colaborou no suplemento juvenil do Diário de Notícias “DN Jovem”, assinando poemas e textos em prosa com o nome de Gonçalo Maria Forte, sendo muitos deles premiados por aquele suplemento que marcou toda uma geração de escritores.

Em 1987, com o incremento das rádios locais, foi autor de um programa de rádio na Antena Júnior FM de Castelo Branco intitulado “Noites Sensuais”, onde leu e divulgou poesia amorosa e erótica de poetas de todo o mundo.

 

PARECERES CRÍTICOS

Acerca da poesia do autor pronunciaram-se autores e críticos como:

Eugénio de Andrade: “Sente-se o amor em cada linha tua.”;

Perfecto E. Quadrado: “Gonçalo Salvado é daqueles poetas a quem foi dado o dom de recriar o mundo e a luz e os nomes e as formas e as cores e os perfis do amor mais transparente e puro.”;

Pedro Mexia: “Gonçalo Salvado insere-se na tradição mais rica da poesia portuguesa que é também a mais exigente: a tradição do lirismo amoroso (…) numa fecunda linha de erotismo casto que tem o seu expoente máximo no Cântico dos Cânticos. (…) Este percurso ao mesmo tempo genuinamente vivencial e rigorosamente poético, vive do fulgor que se atinge pela brevidade, pela dispersão e que traduz, sem sentimentalismo meramente retórico, um total empenhamento amoroso.”;

Fernando Paulouro: “Um imenso talento e uma sobriedade na arte poética sobre o amor.”;

Mário Cláudio: “Será necessário lembrar-lhe que se inserem os seus poemas numa das mais brilhantes tradições líricas, a que regista como antepassados o Cântico dos Cânticos e o Rubáiyát, de Omar Khayyam?.”;

Raul d’Andrade: “ Os seus poemas são lirismo puro e por puro quero significar que neles não vejo outro motivos que não seja a emoção amorosa. Qualificá-los-ia de poesia erótica se a palavra não andasse tão desvirtuada (desvirtuada em meu entender). Os seus pequeninos poemas são condensações admiráveis da emoção, alguns verdadeiros achados. Todos eles testemunham, porém, dum poeta que atingiu a fase adulta e a expressão perfeita.”;

Peter Stilwell : “A meu ver – e é de um “ver” interior que quase se trata – ,  os poemas que melhor revelam o poder evocativo do autor,  são os mais breves. Alguns curtíssimos, frases epigramáticas que no jogo feliz de imagens suscitam no leitor memórias em cascata. São versos que respiram a limpidez de um amor. Talvez por isso, há poemas que lembram o Cântico dos Cânticos. Acordam o sonho de um amor translúcido, aparentemente inatingível senão como memória trabalhada ou esperança evanescente.”;

Casimiro de Brito: “Todo o livro “Embriaguez” tem um gosto que cativa. Poemas muito belos, sobretudo os ritmos que o poeta desenvolve quando escreve poemas de dois versos.”;

Matilde Rosa Araújo: “Gonçalo Salvado: poeta autêntico que há-de saber a sua obra reconhecida e amada.”;

Jorge Listopad (Jornal de Letras, Artes e Ideias): “ O vinho doce. Amores relâmpagos. Versos ultra breves. Estenografia erótica. Flaches dos encontros. O livro de Gonçalo Salvado Iridescências é um artefacto bonito.”;

Maria João Fernandes: “Poesia de um lirismo depurado e luminoso.”;

Fernando Guimarães (Jornal de Letras, Artes e Ideias) : “Uma poesia secretamente emocionada, rigorosa na sua expressão verbal e, sobretudo, capaz de nos revelar aquela ´noite que ilumina´de que nos fala.”;

Tomás Paredes Romero (Jornal El Punto de Las Artes, Madrid): “Gonçalo Salvado que perfuma de fuego sus resplandores iluminando las noches y las sombras, en las que se agazapan los misterios del hombre, la luz que no vemos hasta que el poeta la enciende.”;

Alfredo Pérez Alencart ( Jornal ABC Castilla y León, Salamanca): “ Aproximarnos ante la obra de Gonçalo Salvado es hacerlo ante la ternura fundamental, genésica, compensatoria de tantas negaciones de la maldad humana. El amor como referente imprescindible para la vida del ombre (…) Lo suyo es uma dulce marea de poder fecundante, una energía para encender los besos e quedar abrazado a la cintura de Erotia.”;

Alexandre Bonafim: “O poeta português Gonçalo Salvado, em seu livro “Iridescências”, transfude em sua palavra um sopro erótico de subtilezas e de delicadezas raras. Seus poemas expressam o corpo, a paixão, a veemência dos desejos, em imagens poéticas de beleza ímpar e de grande inventividade. (…) Essa poesia concisa, de uma leveza impressionante, em que cada palavra parece flutuar na página, possui uma cintilação pictórica próxima da suavidade das aguarelas. Nada soa com impacto, com intensidade, mas com a pureza de um murmúrio, de um sopro.”;

Alexandre Franco de Sá: “ Ao invés de expressar o encontro amoroso na abstracção sublimada da sua vivência, ao invés de introduzir uma distância entre o amor e a palavra que o celebra, o livro de Gonçalo Salvado Corpo Todo oferece-se antes como o próprio arrebatamento do amor tornado palavra.”

Albano Martins: “ Gonçalo Salvado entronca neste filão dourado da poesia portuguesa que vem dos primitivos cancioneiros aos nossos dias e tem como modelos paradigmáticos nacionais, entre outros, nos tempos modernos, os nomes de Herberto Helder e David Mourão-Ferreira.”;

Pinharanda Gomes: “Duplo Esplendor, o novo livro de Gonçalo Salvado, ao qual ouso intitular de Colar do Amor ornado do oiro mais fino… Poemas fulgurantes para ler em segredo.”

Maria Augusta Silva: “A comunhão e a intensidade dos corpos amados na poesia de Gonçalo Salvado reside na fusão perfeita da matéria terrena e do chamamento cósmico. (…) De livro em livro, de poema em poema, dialogamos com um autor de invulgar engenho, delicado no uso das palavras, criando uma consciência poética que, sobretudo no poema breve, alcança a sublime leveza.(…) Poesia que bebe o encantamento amoroso de Cântico dos Cânticos (…) no entanto a inventividade lírica não se deixa aprisionar. O poeta de Duplo Esplendor tem luz própria, a sua modernidade e qualidade imagética ocupam o lugar de uma frescura intrínseca.”;

Maria Augusta Silva: “Um poeta fascinante no cântico do amor e do corpo da mulher amada.” ;

Victor Oliveira Mateus: “…alguns dos grandes nomes da lírica amorosa contemporânea como Maria Teresa Horta, Casimiro de Brito e Gonçalo Salvado.”;

Manuel Silva Ramos: “ …único na poesia portuguesa actual, o percurso de Gonçalo Salvado merece ser amado e admirado por todos nós.”;

Maria do Sameiro Barroso: “Em tessituras breves ou longas, mas sempre de grande intensidade, a poesia de Gonçalo Salvado transporta-nos para o arrebatamento intemporal da volúpia mais doce do amor sem medida”;

Sousa Dias: “Uma voz lírica genuína e por vezes extremamente inspirada.”;

Adalberto Alves: “… Gonçalo Salvado, um resiliente poeta do Amor, vai percorrendo, com segurança, a sua senda poética (…)”;

Carlos Nejar: “Extraordinário poeta do amor, onde a música se alia ao fascínio das imagens, com a capacidade de sugerir, mais do que dizer, tocar a carnação do verso sem ferir a árvore.”;

António Ramos Rosa: “Poeta lírico e erótico de um lirismo muito claro e muito perfeito, de uma claridade e unidade estilística extraordinárias.”.

 

BIBLIOGRAFIA COMPLETA

POESIA:

1996 – Quando, desenhos de Ribeiro Farinha, Prefácio de Peter Stilwell, Coimbra, A Mar Arte;

2001 – Embriaguez, Castelo Branco, Sirgo;

2002 – Iridescências, desenhos de Ambrósio Ferreira, Castelo Branco, Sirgo;

2003 – Encontro ao Luar : Serigrafias Xavier Poemas de Gonçalo Salvado, prefácio de Maria João Fernandes, Lisboa, Centro Português de Serigrafia;

2007 – Cântico dos Cânticos – Poema, escultura de Paul Landowski, Edição Folhas de Poesia, Publicação não periódica, 2ª Série, nº2, Organização Gonçalo Salvado/ Maria João Fernandes, Lisboa, Gráfica Multitipo;

2008 – Duplo Esplendor, desenhos de Manuel Cargaleiro, prefácio de Maria João Fernandes, Porto, Edições Afrontamento. Livro patrocinado pela Câmara Municipal de Castelo Branco;

2010 – Entre a Vinha, desenhos de Rico Sequeira, prefácio de Fernando Paulouro, Lisboa, Portugália Editora. Livro patrocinado pelo Museu do Vinho da Bairrada;

2010 – Corpo Todo, fotografias de José Miguel Jacinto, prefácio de Alexandre Franco de Sá, Fafe, Labirinto;

2011 – Ardentia, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácios de Fernando Paulouro e de Maria João Fernandes, Dafundo, Editorial Tágide. Livro patrocinado pela Câmara Municipal de Castelo Branco;

2012 – Seminal, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácio de Albano Martins, Póvoa de Santa, Lua de Marfim;

2014 – Outra Nudez, desenhos de João Cutileiro, prefácio de Maria João Fernandes, design gráfico de Henrique Lagarto, Évora, Edições CRL/Escultores de Livros;

2015 – Voluptuário, desenhos de João Cutileiro, prefácios de Sousa Dias e de Maria João Fernandes, design gráfico de Henrique Lagarto, Évora, Edições CRL/Escultores de Livros;

2016 – Cântico dos Cânticos, desenhos de João Cutileiro, prefácio de Maria João Fernandes, grafismos caligráficos de Ambrósio Ferreira, Castelo Branco, RVJ Editores. Edição bilingue português/hebraico. Tradução para o hebraico de Francisco A. B. Costa Reis com revisão do texto por Yotvat Gluk. Livro patrocinado pela Câmara Municipal de Castelo Branco;

2017 – Rubá’iyat Poemas do Amor e do Vinho 77 poemas para ler e degustar, desenhos de José Rodrigues, prefácio de Maria João Fernandes, Lisboa, Quinta dos Termos/ A 23 Edições/ Fundação José Rodrigues.

 

LIVROS DE POESIA NÃO INCLUÍDOS NA OBRA DO AUTOR

1982 – O Esvoaçar de Sonhos Perdidos, ilustrado com desenhos do autor, Castelo Branco, Gráfica de S. José (Edição de autor);

1982 – Onírica (desdobrável), colagem de Rui Tomás Monteiro, Castelo Branco, Gráfica de S. José (Edição de Autor).

 

ANTOLOGIA/TRANSCRIAÇÃO

1999 – Camões Amor Somente, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácios de José Miguel Santolaya Silva e de Mendo Castro Henriques, Salamanca/Lisboa, Edição da Caja Duero. O livro é uma tentativa de construção de um Cântico dos Cânticos e de uma Arte de Amar em língua portuguesa a partir de fragmentos da lírica, da épica e da dramaturgia camonianas. A sua apresentação realizada na Embaixada de Espanha, em Lisboa, contou com palavras entusiásticas do então Embaixador, D. José Rodríguez-Spiteri Palazuelo.

 

ANTOLOGIAS EM COAUTORIA (com Maria João Fernandes)

2004 – Cerejas – Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos, capa de José Guimarães, prefácio de Eduardo Lourenço, posfácio de António Ramos Rosa, Dafundo, Editorial Tágide, 2004. Antologia ilustrada com desenhos inéditos de inúmeros artistas portugueses entre os quais: José Guimarães, Siza Vieira e Julio Pomar. O livro foi apresentado, em Lisboa, por Agustina Bessa-Luís. Livro patrocionado pela Câmara Municipal do Fundão.

2008 – Tarde Azul – Poemas de Amor de Saúl Dias, desenhos de Julio, Lisboa, Editora Bonecos Rebeldes. (A primeira antologia de poesia amorosa de Saúl Dias ilustrada com desenhos de Julio publicada em Portugal).

2017 – Cem Poemas (de Morrer) de Amor e Uma Cantiga Partindo-se, antologia de homenagem a João Roiz de Castelo Branco na Poesia de Língua Portuguesa, desenhos de Francisco Simões, prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, design gráfico de Inês Ramos, Castelo Branco, RVJ Editores. A publicação foi acompanhada de uma edição especial contendo uma serigrafia de Francisco Simões efectuada por Paulo Lourenço a partir de um dos desenhos incluídos no livro. Livro patrocionado pela Câmara Municipal de Castelo Branco.

 

ANTOLOGIAS EM COAUTORIA AINDA INÉDITAS (com Maria João Fernandes)

A Chama Eterna – O Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa, capa de Julio Resende, abertura de Agustina Bessa-Luís. Antologia ilustrada com pinturas, desenhos e esculturas de variados artistas portugueses.

“O Beijo na Poesia de Amor Portuguesa do Período Arte Nova in: Fernandes, Maria João, Em Busca do Amor Perdido Cartas de Amor de Desconhecidos no Bilhete Postal do Fim do Século XIX aos anos 20.

O Anjo na Poesia Amorosa de Língua Portuguesa – Homenagem a João da Cruz e a Teresa de Ávila.

Os Amantes de Pompeia na Poesia Amorosa Universal .

EXPOSIÇÕES DE PINTURA/DESENHO

2004 – “A Invenção do Paraíso”, Exposição de Homenagem a Julio/ Saúl Dias, Porto, Galeria S. Mamede, Lisboa.

2005 – “Desenhos do Poeta Gonçalo Salvado”, organização Paulo Samuel, Porto, Livraria Caixotim.

 

PARTICIPAÇÃO EM EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

2013 – “Artistes Poètes, Poètes Artistes – Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, exposição comissariada por Maria João Fernandes,  Paris, Fundação Calouste Gulbenkian.

 

ORGANIZAÇÃO DE EXPOSIÇÕES (em colaboração com a Câmara Municipal de Castelo Branco)

2017 – “Beija-me com os beijos da tua boca – Cântico dos Cânticos – Exposição Bibliográfica, Coleção Gonçalo Salvado”, Castelo Branco, Biblioteca Municipal de Castelo Branco (organização da Câmara Municipal de Castelo Branco).

 

PROGRAMA DE RÁDIO

1987 – Noites Sensuais, Antena Júnior FM de Castelo Branco.

 

PRÉMIOS

2013 – Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen atribuído pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro pelo conjunto da sua obra poética.